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RATOS:


RATO


INTRODUÇÃO:
Os ratos são espécies que apresentam uma excepcional capacidade de adaptação, suportando as mais adversas condições de vida. Existem mais de 2.000 espécies de roedores na natureza, porém, apenas três apresentam relação com o homem. Os ratos são responsáveis por grandes perdas na produção de alimentos, desde a lavoura, a armazenagem e residências, através da destruição direta dos mesmos ou pela contaminação por fezes e urina. Podem ainda ser responsáveis por danificar máquinas, equipamentos, tubulações, fiações elétricas, etc., causando prejuízo e acidentes. Além do prejuízo econômico, os ratos são responsáveis, ainda, pela transmissão de várias doenças, como leptospirose, peste, tifo, salmonela, febre da mordedura, etc. Para um controle eficaz dos roedores é necessário identificar corretamente a espécie e conhecer suas características e hábitos. Atualmente os roedores, devido às suas características biológicas, habilidades e astúcia, representam um grande problema de saúde pública, e seu controle deve ser realizado por profissional especializado. Para a realização de um controle eficiente, os técnicos envolvidos devem conhecer muito bem os hábitos de vida desses animais. Existem basicamente três espécies de ratos, causando problemas em área urbana: a ratazana ou rato de esgoto (RATTUS NORVEGICUS), o rato de telhado (RATTUS RATTUS) e o camundongo (MUS MUSCULUS). Essas espécies, com pequenas variações, tornam-se sexualmente maduros com 05 a 07 semanas de vida e tem período de gestação variando de 18 a 23 dias. A fêmea está apta para um novo cruzamento logo após o parto caso as condições ambientais sejam favoráveis. Os ratos vivem aproximadamente 01 ano, são bons nadadores, mergulhadores, escavadores, têm boa audição, paladar apurado, tato e visão pouco especializada. Comem aproximadamente 10% do seu peso vivo. Roem para desgastarem seus dentes incisivos que crescem continuamente. São extremamente espertos e desconfiados. O controle eficaz dos roedores se baseia no uso integrado dos diversos métodos de controle, aliando conhecimento técnico e uso do produto contra rato de comprovada eficácia e segurança.  Portanto, para alcançar sucesso nesta luta não basta sair por aí tentando matar o maior número possível de ratos e insetos, e sim controlá-los sem que estes nos causem prejuízos econômicos, e nem danos à nossa saúde e ao meio ambiente. Daí o nome de controle de pragas e não extermínio ou eliminação de pragas se fosse possível eliminá-las já teriam feito. O simples extermínio não controla as pragas em certos ambientes, elas retornarão. Estudos garantem que quando percebemos a presença de pragas a infestação do local já é grande, elas já estavam lá há algum tempo. Tempo suficiente para nos causarem prejuízos econômicos, e danos à nossa saúde.

PRINCIPAIS ESPÉCIES DE RATOS:
Ratazana (Rattus norvegicus):
Também é conhecida como rato de esgoto, gabiru, entre outros. Possuem o corpo robusto e orelhas relativamente pequenas, suas fezes são em forma de cápsulas com extremidade rombuda. Habitam tocas e galerias no solo, próximas de córregos, lixões, interior de edificações. É hábil nadador e escavador. Seu raio de ação é de cerca de 50 metros em volta das tocas, onde deixam trilhas com manchas de gordura, fezes e pêlos. São onívoros, mas preferem grãos, carnes e frutas. Apresentam desconfiança à mudança no ambiente, preferindo locais pouco movimentados.

Rato do Telhado (Rattus rattus):
É conhecido como rato preto, de paiol ou de navio. Apresentam corpo esguio e cauda longa, orelhas sem pêlo, grandes e proeminentes. Habitam forros, sótãos, paióis, silos, podendo ainda viver em árvores. É comum no interior de domicílios. É hábil escalador e raramente escava tocas. Seu raio de ação é em torno de 60 metros. Por onde costuma passar, deixa manchas de gordura, pêlos e fezes. Prefere como alimentação legumes, frutas e grãos e, como a ratazana, apresenta grande desconfiança a mudanças no ambiente.

Camundongo (Mus musculos):
Conhecido como catita, rato de gaveta, etc. De corpo pequeno e esguio, apresenta orelhas grandes e proeminentes em relação ao corpo. Habita o interior dos móveis, despensas e armários, é hábil escalador, podendo cavar tocas, seu raio de ação é em torno de 3 a 5 metros. É onívoro, preferindo grãos e sementes. Diferente das outras duas espécies, o camundongo é extremamente curioso, possuindo hábitos exploratórios.

HABILIDADES - SENSORIAIS:
Olfato: Bastante apurado, com memorização dos diferentes gostos experimentados. Repelem alimentos deteriorados.
Tato: O sentido mais desenvolvido, ao nível de certos pêlos sensoriais distribuídos pelo corpo e dos bigodes ou vibrissas, que são de grande utilidade para o seu deslocamento, beirando as superfícies laterais das paredes e dos obstáculos. Audição: É um dos sentidos mais desenvolvidos, ajuda a detectar e escapar do perigo com antecedência. São sensíveis aos ultra-sons, mas adaptam-se aos mesmos, em pouco tempo.
Visão: Os ratos enxergam mal e não conseguem distinguir cores. Mas são bastante sensíveis às variações de intensidade luminosa, o que confere aos mesmos capacidade imediata de perceber movimentos.


HABILIDADES - FÍSICAS:
- Passando a cabeça são capazes de se locomover pelo interior de canos, conduítes e tubulações de diversos tamanhos
- Roem vários tipos de materiais considerados duros, entre eles, madeira, tijolos, chumbo, alumínio, etc.
Sustentam a respiração por até 3 minutos, e nadando dentro de um cano de esgoto, podem facilmente penetrar em uma residência através do vaso sanitário. Exímios nadadores, alcançando distâncias de até 800 metros
- Sobem pelo exterior de canos e calhas verticais que estejam separados de uma parede por até 7,5 cm de distância, apoiando as patas no cano e as costas na parede ou vice-versa
- Sobem pelo exterior de canos e calhas verticais que tenham até 9,5 cm de diâmetro, abraçando-se neles.
- Pulam verticalmente cerca de 1 metro de altura, partindo do chão.
- Caminham e equilibram-se sobre qualquer tipo de cano ou conduíte horizontal.
- Acessam andares superiores de edificações, através do interior de canos e calhas com diâmetro entre 4 e 10 cm, usando para isso o apoio de suas patas e costas.
- Cavam tocas verticais no solo podendo atingir até 1,25 metros de profundidade.
- Ganham andares superiores de construções fazendo uso somente de quina de duas paredes como sustentação.
- Não sofrem qualquer tipo de ferimento em quedas até 15 metros de altura.
- Saltam horizontalmente até 1,2 metros de distância, partindo da imobilidade.
- As ratazanas e os ratos de telhado ou pretos vivem em colônias localizadas em lugares bem definidos. - Já os camundongos formam apenas casais que se mantém juntos até o fim da vida.
- Os roedores exercem suas atividades predominantes à noite. Iniciam a procura de alimentos ao anoitecer e um repasse antes do nascer do dia. Apenas quando houver uma superpopulação ou falta de alimento ou de perigo serão vistos durante o dia.


CONTROLE INTEGRADO DE ROEDORES:
O Controle integrado de roedores se baseia no conhecimento da biologia, hábitos comportamentais, habilidades e capacidades físicas de cada espécie e do conhecimento do meio-ambiente onde estão instalados. Dessa forma o controle se baseia em ações sobre o roedor a ser combatido e também sobre o meio que o cerca.

Inspeção:
Inspeção da área a ser controlada, com levantamento e anotação da situação encontrada (localização e números de tocas, trilhas, acessos a alimentos, etc). Estas informações são fundamentais para orientar medidas de controle.

 
Identificação da espécie: A identificação da(s) espécie(s) de roedor a ser controlada é fundamental, pois as diferenças biológicas e de comportamento determinarão as estratégias de controle.


Anti-ratização:
São medidas que visam dificultar ou mesmo impedir o acesso, instalação e proliferação de ratos em uma determinada área. Estas medidas consistem basicamente em eliminar as fontes de alimento, abrigo e água para os ratos.


Desratização:
São medidas aplicadas para eliminação física dos roedores. Podem ser utilizados métodos mecânicos, biológicos ou químicos. Devido à maior segurança e eficácia, o método de desratização mais usado é o químico. Para que o processo de desratização seja eficiente, deve sempre ser acompanhado das medidas de anti-ratização.


CONTROLE QUÍMICO DE ROEDORES:
O controle químico de roedores é feito com produtos desenvolvidos especialmente para causar a morte dos ratos, comumente conhecidos como raticidas. Inicialmente os raticidas eram de ação aguda, matando rapidamente o animal, essa situação permitia que os demais ratos da colônia evitassem o consumo do raticida, obtendo-se pouca eficácia. Além desse inconveniente, os raticidas agudos eram extremamente tóxicos e não possuíam antídoto específico, ocorrendo freqüentemente acidentes fatais em animais e humanos, em função disso seu uso foi proibido. Exemplos de raticidas agudos proibidos: estricnina, arsênico, 1080, 1081, sulfato de tálio e outros. Atualmente os raticidas são de ação crônica, demorando mais de 24 horas para causar a morte dos ratos, com isso não ocorre associação da morte com o produto, continuando o consumo pelos demais ratos da colônia. Apresenta menor toxidade para outros animais e um antídoto específico, a vitamina K1. Os raticidas químicos são apresentados na forma de granulados, blocos parafinados e pó de contato.

ESTRATÉGIA DE CONTROLE QUÍMICO:

 

Granulado

Pó De Contato

Bloco Parafinado


 

     Ratazana

Dispor o conteúdo da isca no interior das tocas ou próximo às trilhas dos ratos. As iscas devem ficar em locais protegidos uma vez que as ratazanas são desconfiadas.

Espalhar o pó de contato no interior das tocas ou nas trilhas percorridas pelos ratos. Este pó ficará aderido ao pêlo dos ratos que ao se limparem irão ingerir o produto

Dispor os blocos em área próxima às trilhas e tocas, é importante dispor os blocos em locais que ofereçam abrigo para os ratos.

 

Rato de telhado

Dispor as iscas nos locais de passagem dos ratos, nos forros das edificações.

Espalhar o pó sobre “bandejas” nos locais de passagem dos ratos, nos caibros e forros das edificações

Amarrar os blocos nas estruturas do telhado (tesouras e caibros), próximo aos locais de passagem dos roedores.

 

 

Camundongo

Dispor o produto em pequenas quantidades em vários locais diferentes e próximos, pois os camundongos, por serem curiosos, não permanecem muito tempo no mesmo local.

Não é muito recomendado para o controle de camundongos.

Pouco usado para o controle de camundongos


Atenção: Se a isca utilizada for de dose única, a reposição do produto nos locais onde houver consumo deverá ser feita após 7 dias. Se a isca usada for de dose múltipla, deverá ser reposta diariamente enquanto houver consumo.



FALHAS NO CONTROLE QUÍMICO:

Iscas bem Aceita (alto consumo):
- não foi mantida e renovada por tempo suficiente;
- há mais ratos do que as iscas colocadas;
- reposição das iscas em espaços de tempo longos demais (mais de 2 dias de intervalo para iscas de dose múltipla);
- iscas colocadas muito próximas;
- área tratada pequena demais (ratos vêm de áreas próximas)

Iscas que não foram bem aceitas (baixo consumo):
- isca imprópria (baixa qualidade, com gosto não aceito pelos roedores);
- fontes de alimento abundantes na área tratada; - pontos de colocação inadequados à espécie alvo;
- isca estragada (fermentada, azeda, bolorada);
- isca com cheiro não aceito (inseticidas, herbicidas);
- consistência imprópria (cereais moídos, farinha);
- melhor grânulos maiores e bolotas (péletes).


MEDIDAS DE ANTI-RATIZAÇÃO
Eliminação das fontes de alimento e água:
Proteger o ambiente contra a entrada de ratos. Alimentação abundante é fator para aumento da população de ratos. Evitar sobras de alimentos no cocho dos animais, principalmente durante a noite. Não deixar resíduos orgânicos ao ar livre, pois os mesmos servem de alimento para os ratos e outras pragas. Proteger as caixas de água da propriedade, mantendo-as sempre com tampa, acabar com a oferta de água.

Eliminação das fontes de abrigo:
Evite acúmulo de materiais, embalagens e entulhos dentro das instalações ou nas proximidades. Estes locais oferecem abrigo adequado para algumas espécies de ratos se instalarem. Nas instalações de criação animal (pocilga, estábulo, galinheiro, etc), dê preferência para pisos compactos de concreto. Pisos em madeira e com afastamento do solo oferecem um excelente abrigo para os ratos. Mantenha as áreas circundantes das instalações livre de vegetação alta. Os ratos sentem-se protegidos para invadir as instalações quando há vegetação alta.


Condições favoráveis para a proliferação de ratos:
- Depósito inadequado de embalagens na Fábrica de Rações
- Acúmulo de materiais na instalação
- Armazenagem de milho, trigo, grãos, produtos alimentícios de forma inadequada
- Presença de mato alto próximo as instalações
- Acúmulo de entulho e materiais de construção
- Canos abertos, sem tela de proteção
- Caixas e rede de esgoto abertas
- Portas sem soleiras e sempre abertas
- Oferta abundante de alimento
- Sujidade nos locais e lixo aberto inadequado
- Oferta de água abundante
- A presença e proliferação estão ligadas principalmente a dois fatores: condições favoráveis de abrigo, alimentação e um terceiro fator que é a água, associados propiciam a reprodução desenfreada.


Medidas para inibir a proliferação de ratos:
- Mantenha os sacos de ração em estrados elevados do chão e afastados das paredes;
- Proteja a caixa d’água com tampa, dessa forma elimina-se a fonte de água para os ratos e evita-se a contaminação por fezes e urina;
- Mantenha limpa e sem entulhos as áreas em volta das instalações;
- O lixo deverá ser acondicionado em saco plástico fechado dentro de recipiente tampado;
- Não deixar torneiras pingando, poças d`água ou vasilhames contendo água nas áreas externas;
- Ralos de esgoto, pois os roedores entram pelos canos nadando, pois os ratos são exímios nadadores e prendem a respiração por 03 minutos, tubulações de telefonia, canos de energia que devem ser chumbados ou telados;
- Alimentos devem ser acondicionados em latas próprias bem fechadas e elevadas do solo;
- Proteger a soleira da porta com chapa metálica;
- Não deixar alimentos e água na área de serviço durante o período da noite;
- Não acumular material sem serventia (papéis, papelão, plásticos, etc.), pois estes podem servir de material para confecção de ninhos;
- Caixas d’águas deverão estar sempre bem vedadas;
- Em estabelecimentos comerciais toda mercadoria deverá ser armazenada sob estrados com pelo menos 20 cm de altura, de forma que o piso sob o estrado possa ser mantido sempre limpo. As mercadorias não deverão ficar encostadas às paredes ou rodapés;
- A equipe que realiza a limpeza do local deverá ser orientada a não remover as iscas raticidas ou os recipientes (caixas de monitoramento porta iscas) das iscas mesmo que estes estejam vazios; realizar triagem das mercadorias antes destas serem guardadas no depósito com o objetivo de evitar a entrada de roedores vindos com as mercadorias;
- Usar tela de proteção contra insetos e roedores em todos os locais em que for necessário.